O Gato Fica


Se vai de férias ou tem de se ausentar em trabalho e não tem onde deixar o seu gato, O Gato Fica pode ser a solução que procura.

 

Esta é uma pequena empresa dedicada a serviços de catsitting que permitem que o dono fique descansado, tratando dos cuidados básicos – comida, água e manutenção da caixa de areia – e proporcionando ao mesmo tempo uma interacção especializada, adaptada a cada animal. 

 

 

O que é/qual é o negócio?

O Gato Fica é um serviço de catsitting ao domicílio que se baseia no facto de os gatos serem animais territoriais, cuja principal fonte de segurança é a estabilidade do meio que os rodeia, por oposição aos cães, em que o recurso mais importante é o dono. Como tal, na maior parte dos casos o bem-estar do gato é superior se puder permanecer no seu espaço habitual durante a ausência do dono, ao invés de ir para um hotel onde tudo é estranho, desde espaço até aos cheiros. O serviço surgiu em julho de 2014 e conta agora, em janeiro de 2017 – passados 2 anos e meio – com 368 clientes e mais de 600 gatos. Abrange clientes de zonas muito distintas, que vão desde o centro de Lisboa até polos tão afastados como Sobral de Monte Agraço e Colares.

 

De onde nasceu?

Este serviço nasceu de uma grande vontade em trabalhar exclusivamente com gatos e da necessidade pessoal de um serviço de catsitting disponível e especializado. Apesar de em 2014 já existirem alguns serviços de petsitting, a forma de funcionamento era pouco clara, variável em função de um sem número de fatores e dependente de esclarecimento mediante vários pedidos de informação. Assim, pareceu-nos a oportunidade perfeita para aliar a possibilidade de fazermos algo de que gostamos muito à necessidade que havia no mercado.

 

Missão? A nossa missão é proporcionar o máximo de bem-estar possível aos felinos com quem lidamos. Temos também como objectivo transmitir informação cuidada e informada, tendo em vista a melhoria do dia-a-dia dos gatos daqueles que nos procuram enquanto clientes ou que nos seguem nas redes sociais.

 

Financiamento?

O serviço nasceu e cresceu sem qualquer tipo de financiamento. As necessidades infraestruturais são mínimas, uma vez que o serviço é prestado ao domicílio, reduzindo-se sobretudo à utilização de um veículo que permita deslocações são eficazes quanto possível. Nesse sentido, cada uma das colaboradoras utiliza a sua própria viatura.

 

Promoção? Na nossa primeira metade de vida recorremos a alguma promoção através do facebook, já que o nosso objetivo era chegar sobretudo a um público na faixa etária dos 30-40 anos, com um estilo de vida moderno e alguma disponibilidade para confiar num serviço que implica algum grau de abertura, pelas implicações em termos de segurança. Daí transitámos naturalmente para uma promoção feita essencialmente boca a boca, ainda mais valiosa pela transmissão de confiança inerente. Atualmente encontramo-nos também no Instagram, onde damos a conhecer a personalidade dos gatos que visitamos e que já são para nós como família.

 

Onde esperam chegar?

Neste momento o nosso objetivo é chegar ao maior número possível de casas onde habitem felinos na zona da Grande Lisboa. Queremos que deixem de existir situações em que o gato passa dias sozinhos porque os donos preferem correr esse risco ou não têm alternativas, ou outras em que fica ao cuidado de alguém que o visita como um favor, não tendo realmente interesse ou conhecimento sobre as suas necessidades. Gostávamos que todos os donos pudessem ter acesso ao nosso serviço, embora ainda só nos seja possível ter preços realmente apelativos na zona do concelho de Lisboa, à qual se aplica o nosso tarifário base.

 

 

Como lidaram com a incerteza inicial?

Felizmente a incerteza inicial teve uma duração extremamente reduzida de cerca de uma ou duas semanas. A lacuna no mercado era tão grande que rapidamente enchemos a agenda e tivemos de alargar a equipa, de modo a poder dar uma resposta satisfatória a todos os que chegaram até nós.

 

Vosso maior trunfo? Ingrediente secreto?

O Gato Fica diferencia-se sobretudo pelo facto de a equipa ter formação relevante na área animal. Embora em campos diferentes (saúde e comportamento), a ideia é complementarmo-nos, enriquecendo aquilo que cada colaboradora traz ao serviço. É também por isso que estamos sempre à procura de novas formações que nos possam preparar ainda mais para a atividade que desempenhamos. Durante o tempo de vida deste serviço, já frequentámos palestras de Comportamento Felino com a prestigiada Vicky Halls, workshops de Primeiros Socorros, outros de treino em gatos, bem como congressos e pós-graduações dedicados a Medicina Felina.

 

O que sugerem a quem começa?

Uma das nossas maiores satisfações é o facto de fazermos algo de que realmente gostamos. Essa paixão ajuda a ultrapassar os dias difíceis, a procurar soluções para os problemas mais desafiantes e a esforçarmo-nos por construir um serviço de valor, digno da confiança que os nossos clientes depositam em nós. Nem sempre será fácil encontrar algo que se compatibilize de forma tão plena com os gostos e aspirações pessoais, mas certamente que seguir esse caminho, se tal for possível, será uma grande vantagem para todos os que se aventurarem na criação de uma área de negócio.

 

Qual o melhor conselho profissional que já recebeu?

O melhor conselho que já recebemos foi sobre a importância de saber dizer “não”. No fundo, perceber que dizer “não” não significa ser mau profissional ou estar pouco disponível para os clientes, sendo antes uma forma de definir limites, estabelecer prioridades e proteger os valores mais importantes de um serviço e dos profissionais nele envolvidos. Mais especificamente, o nosso serviço implica uma disponibilidade muito grande para com os clientes. Trabalhamos 365 (ou 366) dias por ano, principalmente nas alturas em que a maior parte das pessoas está a descansar, a celebrar ou de férias, algo de que temos de abdicar para com as nossas famílias; estamos disponíveis praticamente todo o dia (principalmente no que toca a emergências); e, além disso, sentimos uma necessidade muito grande de dar uma resposta positiva a todos os pedidos que nos chegam. Como os imperativos do serviço se tornam por vezes demasiado exigentes nos pontos em que a esfera profissional cruza a pessoal, foi necessário parar e reestruturar uma série de procedimentos, até porque com o tempo, acabámos por perceber que o compromisso deve existir de parte a parte. Esta liberdade permitiu-nos delinear de forma muito mais clara as regras e modo de funcionamento do serviço, clareza essa que está disponível não só quando o cliente nos descobre na nossa página (nomeadamente na secção de FAQs), mas também na forma como os procedimentos se tornaram mais consistentes de uma forma transversal.

 

Mais informações em ogatofica.com.

 

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