Empreendedorismo

Como elaborar uma Estratégia de Comunicação


A forma como uma empresa expõe o seu serviço ou produto com o objetivo de conquistar um cliente é chamada de estratégia de comunicação.

 

Dada a sua proeminência no estabelecimento da imagem geral da empresa no mercado, e uma vez que apenas uma estratégia bem alinhavada permitirá que os esforços comunicativos sejam otimizados, veremos como elaborar a estratégia de comunicação de uma empresa.

 


DIAGNÓSTICO
Em primeira instância, deverá relembrar e interiorizar a história, missão, valores, parceiros e estrutura da sua empresa, de forma a partir para a estratégia com um conhecimento profundo de tudo o que lá se passa.

 

De seguida, deverá analisar, entre outras variáveis, as seguintes:
- Mercado (dimensão, segmentação, perspetivas de evolução);
- Clientes (quem são, qual o seu perfil, hábitos e motivações);
- Produtos (caracterização, qual o papel nos objetivos da empresa, comparação com concorrência, vantagens);
- Concorrência (quem são, posicionamento, ações de comunicação passadas);
- Distribuição (canais e a sua importância e nível de eficácia);
- Vendas (análise de objetivos, meios de que dispõe, mecanismos de avaliação);
- Publicidade e Relações Públicas (historial de campanhas, resultados, promessas, resultados);

 


DEFINIÇÃO DOS ALVOS
Um dos estádios mais importantes no estabelecimento da estratégia de comunicação. Deve considerar, além dos potenciais clientes, os alvos “menos diretos” que são os influenciadores e os iniciadores – no primeiro caso, os líderes de opinião de uma determinada área e que têm influência direta na decisão de compra; no segundo, o exemplo das crianças, que mesmo não tomando a decisão final, podem oferecer um pendente forte para a mesma (ex: quando pedem aos pais um brinquedo).

 

Da mesma forma, é importante definir o segmento a dimensão do alvo a atingir, levando em conta fatores demográficos, sociais, económicos, de comportamento de consumo, personalidade, estilo de vida e atitude perante o produto.

 


OBJETIVOS
Os objetivos de comunicação devem ser confluentes com a estratégia geral da empresa e totalmente compreendidos por todos aqueles que terão de atuar na sua prossecução. Claros e precisos, devem ser limitados por prazos, mensuráveis e de dificuldade considerável (sem nunca serem impossíveis).

 

Constituem-se os seguintes, como alguns dos objetivos de comunicação mais comuns:
- Maior volume de vendas;
- Dar a conhecer uma empresa ou produto/serviço;
- Conquistar/fidelizar clientes;
- Escoar produtos em stock;
- Exaltar vantagens de um produto/serviço face à concorrência;
- Informar sobre alguma novidade relacionada com a empresa ou produto/serviço.

 


ORÇAMENTO
Não existe uma fórmula mágica que define um orçamento aceitável ou correto de investimento de uma empresa X em comunicação. Todavia, alguns métodos são bons guias, tais como a análise de investimentos da concorrência ou a utilização de uma determinada percentagem de vendas. O empreendedor deverá sempre recordar-se de levar em conta não só os custos de suportes (ex: custo de anúncio na televisão), mas também os custos de produção e/ou administrativos – por vezes esquecidos, e não raramente elevados.

 


FERRAMENTAS DE COMUNICAÇÃO
Uma vez estabelecido o orçamento disponível para a estratégia, poderá passar à escolha das melhores ferramentas adequadas ao investimento esperado e que permitirão chegar de forma mais eficaz ao público-alvo.

 

Contam-se entre os principais instrumentos:
- Publicidade (mais utilizada; útil para alvos de grande dimensão; mensagens preferencialmente curtas; principais suportes são televisão, imprensa, cartazes, rádio);
- Marketing Direto (indicado para dar a conhecer informação/novos produtos; baixo custo; efeitos a curto prazo);
- Patrocínio e mecenato (adequados à comunicação da empresa, efeitos de médio prazo);
- Merchandising (resultados a curto prazo, estímulo à compra ou experimentação);
- Promoções (variável mais passível de resultados a curto prazo; mais indicada para estímulo de compra ou escoamento de stock);
- Relações Públicas (mais importante em alturas de crise; efeitos a longo prazo na imagem da empresa; aplicada a públicos internos, e não consumidores);
- Força de Vendas (mais completa; alvos médios; responde a objetivos de fidelização, demonstração e informação sobre marca).

 

 

AVALIAÇÃO E CONTROLO
Uma vez implementadas as ações do plano, recomenda-se uma avaliação da performance da estratégia – que não deve ser uma realidade estática e deve ser ajustada sempre que necessário. Deste modo, deverá estabelecer-se uma comparação entre os resultados alcançados e os objetivos inicialmente estabelecidos, bem como uma análise das possíveis causas responsáveis pelo não cumprimento dos objetivos e respetivas ações de correção.

 

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