Definir um co-ceo numa fase inicial pode ser um erro


Seja por construir a empresa juntamente com um amigo ou por pensar que o trabalho é demasiado, muitos empreendedores caem no erro de definir um co-ceo numa fase demasiado inicial da vida da sua empresa, prejudicando-a e até, em casos extremos, levando ao seu término. Descubra aqui como evitar tomar uma decisão precipitada.


Nem sempre é fácil estar de acordo

Quando a empresa é grande, a quantidade de decisões e tarefas diárias podem tornar-se num verdadeiro pesadelo para um único CEO, sendo útil dividir algum do trabalho com um co-fundador ou colega confiável. No entanto, quando se trata de uma empresa mais pequena, a existência de um co-CEO transforma-se mais num obstáculo do que unma vantagem pelo facto de que é impossível concordar em tudo. Isto levará a discussões e desentendimentos porque ambas as pessoas têm o mesmo poder mas desejam fazer coisas diferentes com ele.


No caso da empresa ser fundada por dois ou mais profissionais é quase sempre difícil distinguir o desejo de ser reconhecido como co-CEO e o sentido de dever e praticidade. Porém, sublinhamos a necessidade de encarar o cargo como uma função de igual importância a todas as outras e que esta deve ser executada da melhor forma e pela melhor pessoa, deixando de lado o ego.


Ordens contraditórias

Especialmente em empresas pequenas onde os altos cargos trabalham proximamente aos restantes, pode acontecer que determinado membro da equipa esteja sob a direção do seu co-CEO quando o encontra e recebe de si novas ordens. Pode não parecer, mas mesmo que ambos estejam de acordo que o caminho deve ser diferentes, perderam-se alguns minutos ou horas de trabalho que irão mais tarde ou mais cedo prejudicar a produtividade da empresa.


Como resolver o problema? Defina bem as responsabilidades.

Se no final do dia continua focado em ter dois CEOs na sua empresa, existem duas coisas que devem ficar bem definidas desde o início. A primeira, que áreas estarão a cargo solo de cada CEO, por exemplo, um pode tratar de novas parcerias e outro de novas contratações, existindo a compreensão de que a decisão do responsável é sempre a que perdura. Por outro lado, é necessário tomar a decisão difícil de decidir qual dos dois tem a última palavra em casos em que ambas as partes tenham de chegar a uma conclusão conjunta.


Por muito que veja o seu co-fundador como igual, os cargos de maior importância devem servir principalmente um propósito prático de modo a garantir a estabilidade e o sucesso da empresa, especialmente nos primeiros cinco anos da sua existência, o período mais crítico de qualquer startup.


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