Empreendedorismo

Incubação ou Aceleração?


Várias startups ou empresas em início de vida decidem recorrer a incubadoras ou programas de aceleração para ajudar o seu empreendimento a ter um crescimento saudável e sustentado.

 

No entanto, e ainda que ambos representem formas de estimular e alavancar as potencialidades da sua empresa, a incubação e a aceleração são muitas vezes confundidas como a mesma coisa, e os empreendedores acabam por não conseguir ter uma noção clara de qual a jogada mais benéfica para o seu negócio ou se vale a pena apostar em ambas.

 

Comecemos pelo início: os programas de aceleração “aceleram” o crescimento de uma empresa já existente, enquanto as incubadoras “incubam” ou preparam ideias disruptivas com a esperança de construir um modelo de negócio estruturado e fortalecido. Desta forma, podemos dizer que, numa primeira instância, as aceleradoras se focam mais na escalada enquanto as incubadoras olham mais para o sentido de inovação.

 

Outra das grandes diferenças está ligada à estrutura dos programas. Nas aceleradoras, o período de apoio pode ir de algumas semanas a alguns meses de trabalho. Às empresas é oferecido um pequeno investimento, acesso a uma rede de mentores que ajudam a revigorar negócios e resolver alguns dos seus potenciais problemas. Resumindo, o trabalho da aceleradora é ajudar a startup a fazer um trabalho de dois anos de negócio em apenas dois meses.

 

No caso das incubadoras, estas trabalham com empresas que podem estar numa fase mais prematura do seu desenvolvimento e que ainda não estão, efetivamente, a operar a sua atividade. Se uma aceleradora é uma estuda para jovens plantas, então a incubadora é a melhor forma de cruzar as melhores sementes com o melhor solo e condições ambientais para o crescimento futuro da planta. Normalmente, as incubadoras focam-se numa área específica (ex: saúde, tecnologia) e muitas vezes levam à realocação das startups num espaço geográfico e instalações específicas, para que possam trabalhar mais de perto e num ritmo contínuo.

 

A incubadora ajuda a “criar” o negócio durante a sua “infância” e disponibiliza-lhe todas as ferramentas e conselhos necessários para que o negócio se torne autónomo no futuro. Ultrapassada a “infância”, a empresa atravessa agora o conturbado período da “adolescência”, onde muitas vezes a necessidade de aconselhamento e orientação ainda é muito grande. É aqui que os serviços da aceleradora podem fazer a diferença, ajudando a empresa a desenvolver membros fortes (força institucional), bons valores e um mindset claro e focado (visão e estratégia).

 

Se as incubadoras ensinam a empresa a andar, as aceleradoras ensinam-nas a correr.

 

Deve no entanto ter em atenção que as empresas não crescem propriamente como humanos, unicamente pelo passar do tempo, mas sobretudo pela expansão, desenvolvimento e dinâmica da sua posição no mercado, pelo que uma empresa com alguns anos pode ainda ser “adolescente” e estar presa nas trincheiras da gestão de operações ou a ter de lidar com outro tipo de obstáculos que não consegue ultrapassar sozinha.

 

Tanto as incubadoras como as aceleradoras podem ser ferramentas essenciais para o crescimento e desenvolvimento da sua empresa, pelo que um passo muito importante na escolha de qual a melhor opção para si passe muito pela definição do estado em que a sua empresa se encontra: embrionário ou “adolescente”.

 

 

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