Rutz


A Rutz nasceu da imaginação da Raquel e do Hugo, marido e mulher, que um dia pensaram em ter um negócio próprio. Falámos com a Raquel e mostramos-lhe agora como nasceu esta nova marca de sapatos totalmente feitos em cortiça, que já pensa na internacionalização.


O que é?
A Rutz é uma marca de sapatos feita em cortiça pintada e bordada. Rutz que deriva do inglês “roots”, e em português significa caminhos ou raízes. A inspiração vem das raízes portuguesas, do próprio material, mas também foi pensada tendo em conta o caminho que a marca poderá vir a ter. São sapatos de design atual mas inspirados em tradições portuguesas num material eco friendly.

Como nasceu?
Acredito que quando nos propomos fazer alguma coisa tem de ser algo que nos apaixone. Somos três sócios mas eu e o meu marido somos quem está na dianteira. Sempre pensámos em ter um negócio próprio mas teria de ser um produto português, possível de produzir em Portugal mas exportável a médio/longo prazo. Eu não tinha ligação nenhuma a esta indústria mas adoro sapatos. Na altura a área têxtil também era uma opção mas condicionalismos vários acabaram por nos fazer escolher o calçado. Começámos a contatar as fábricas para saber o que precisávamos para montar e iniciar o negócio e desde Janeiro que somos oficialmente a Rutz.

Missão?
Mais do que calçar as mulheres queremos apaixoná-las por sapatos.

Maior dificuldade?
Diferenciarmo-nos da concorrência. O calçado português tem marcas com muita qualidade e nós queríamos fazer alguma coisa diferente. Daí decidimos apostar num material nacional, com uma série de caraterísticas que nos permitiam trabalhar com algum à vontade. Não é fácil chegar às fábricas e dizer que queremos fazer tudo em cortiça – já se usa nas solas há muito tempo mas todo o sapato em cortiça ainda não - mas persistimos e cá estamos. Fomos evoluindo até termos pontos de diferenciação que nos permitiram chegar ao mercado com algo que ainda não existia. Esta nova coleção, de Inverno, é inspirada nos bordados do Minho, nomeadamente no Lenço dos Namorados.



Financiamento?
Até agora ainda não recorremos mas vamos ter de o fazer em breve para podermos crescer. Temos feito tudo com um investimento relativamente baixo para uma marca que está a começar. Mas daqui a meio ano, mais ou menos, vamos ter de recorrer a financiamento ou apoio, do género do QREN, sobretudo para podermos exportar. No início tínhamos capitais próprios, mas para os primeiros 3 ou 4 meses o investimento foi de 30 mil euros, só para criação de marca, site e a produção dos primeiros pares de sapatos. Como o retorno em termos de pagamentos é quase imediato optámos por investir à medida que vamos recebendo. Mas penso que vamos ter de fazer de outra forma muito em breve. Para já, quase 90% do nosso investimento é em produção. Também investimos no site, no logótipo, na criação da marca mas a quase totalidade do investimento foi na produção.

Promoção?
Temos usado apenas as redes sociais e os meios tradicionais (imprensa e televisão) mas apenas através de conteúdo. Até porque neste momento, e numa fase inicial da marca, não faz sentido para nós investir em publicidade. Fará a médio prazo e aí teremos de começar a canalizar parte do investimento para essa área.

Dia-a-dia?
Faço a gestão dos clientes de loja e o meu trabalho é andar pelo país a ir a todas as lojas que nós consideramos que poderiam vender a nossa marca e ainda não vendem. A minha função é de vendas. Ando no terreno com as amostras a mostrar o calçado que temos. É uma tarefa muito importante este contacto com as pessoas nas lojas até para sabermos o que se está a passar no mercado. É fundamental.

Onde esperam chegar?
Internacionalização da marca. E temos boas perspetivas.

Ingrediente Secreto?
O que nos tem permitido ter sucesso passa pela diferenciação do nosso produto face ao que existe. Por outro lado, julgo que pegámos em dois produtos de sucesso, a cortiça e o calçado, ambos com qualidade reconhecida internacionalmente, e esperamos que a marca tenha tanto sucesso quanto esses dois setores têm.

Como lidam com a incerteza?
Eu sou uma otimista. O Hugo, o meu marido e sócio, é mais pessimista. Mas eu acho que tudo se resolve, acredito muito nas coisas, nunca desisti à partida, mesmo que alguma coisa corra mal, e há momentos em que isso acontece, acredito sempre que somos capazes de superar. Se um dia tudo isto correr mal vou sempre sentir-me orgulhosa de ter tentado. E isso é o mais importante.

Conselhos para empreendedores?
Tenham muita paciência, acima de tudo. Às vezes há momentos muito complicados e é importante não desistir. Ter calma, respeitar o trabalho dos outros, não stressar e ser perseverante, é o mais importante.


Mais informações em rutz.pt.

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