Demasiada empatia pode ser prejudicial ao seu negócio


A empatia é uma capacidade que lhe permite compreender os problemas e a personalidade de quem se encontra ao seu redor e é uma característica bastante útil a quem lidera, permitindo-lhe obter uma relação mais próxima com a sua equipa. Contudo, como tudo na vida, o que é demais acaba por prejudicá-lo em vez de o ajudar. No caso da empatia, ela pode levá-lo a ser demasiado permissivo, impedindo-o de liderar corretamente, saiba porquê neste artigo.


Más decisões

O seu cargo pede de si decisões que devem ser tomadas pela lógica e não pela emoção. Claro que seguir os seus instintos pode ser importante mas nem sempre é o caso. Imagine que um dos seus funcionários se recusa a executar as tarefas que lhe cabem e na hora de o despedir ele conta-lhe como o seu familiar está no hospital, como os seus filhos têm tido más notas, ou outra desculpa que ainda que eventualmente seja verdade, em nada o ajuda. Pode desejar apoiar este funcionário mas fazê-lo irá prejudicar a sua empresa a longo prazo e é preciso que você saiba tomar a decisão correta mesmo que a sua empatia lhe diga para não o fazer.


Obstáculo à diversidade

Naturalmente temos uma tendência a mostrar empatia com aqueles que mostram características semelhantes às nossas. Não estamos a falar necessariamente da cor da pele mas de interesses, hobbies, a escola onde estudámos, entre outros aspectos. Quando transporta um funcionário para determinada função ou quando opta pela contratação da pessoa A em detrimento da pessoa B, deve ser porque esta se enquadra melhor na posição a que se candidata e não necessariamente porque você gostou mais dela, ainda que um certo grau de empatia seja necessário - por exemplo, se precisa de um funcionário que trabalhar a partir de casa, não pode contratar alguém que odeia esta ideia mas que até estudou na mesma universidade que você.


Escolhas erradas

Imaginemos que dois membros da sua equipa lhe mostram duas ideias diferentes para um novo projeto. Você pode ter imensa empatia com a pessoa A, favorecendo-a imediatamente, mas se calhar o seu projeto é muito menos promissor do que o da pessoa B, com a qual não tem qualquer empatia. No final sentir-se-á concretizado, por ter escolhido alguém com quem se dá bem, mas a sua empresa poderá sofrer consequências graves.


No final, empatia em excesso irá aumentar os seus níveis de stress e diminuir a sua autoconfiança, acreditando que está a prejudicar aquele membro, ou a sua empresa, constantemente. Ser líder é uma tarefa árdua e que obriga a um equilíbrio entre empatia e objetividade. Sempre que a empatia por uma pessoa se revela, tente ao máximo refletir objetivamente e compreender de que forma a sua decisão é ou não a mais acertada. Nem sempre isto será fácil mas é necessário.


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