O ano de 2016 representou mais uma etapa na execução da estratégia de crescimento da NOS, apresentada em 2014, onde se estabeleciam como principais objetivos o crescimento de quota de mercado e reforço da nossa posição competitiva no mercado português das comunicações.

Em 2016 a base total de serviços cresceu 7,2%, superando os 9 milhões. Se considerado o período desde o final de 2013, a base total de serviços a NOS atingiu um crescimento de 25,6%, a que corresponde um ganho de quota de mercado em serviços de mais de 5pp.

A posição de liderança no serviço de televisão por subscrição também foi reforçada, tendo o número total de clientes superado os 1,6 milhões. A convergência mantém-se, naturalmente, como principal motor de crescimento, com os clientes que subscrevem ofertas integradas de fixo e móvel a representarem já perto de 43% da base de clientes de televisão. No negócio móvel, continuámos a registar um forte aumento da base, tendo adicionado 333 mil cartões.


Os 4,45 milhões de subscritores registados no final de 2016, traduzem-se num ganho de quota de 9pp, quando comparado com o número de subscritores do final de 2013.

No segmento empresarial, a NOS tem vindo a destacar-se como uma verdadeira alternativa na prestação de serviços integrados. Os elevados padrões de qualidade e performance, permitiram-nos conquistar algumas das principais empresas de referência do nosso país. O volume total de serviços prestados às empresas portuguesas cresceu, em 2016, mais de 10%.

Este foi de novo um ano de resultados extraordinariamente positivos para a área de cinemas e audiovisuais, o melhor ano desde 2010 ao nível de espetadores e receitas, impulsionados pelo sucesso dos filmes exibidos e distribuídos, bem como pelo ambiente globalmente mais positivo em Portugal.

O ritmo de crescimento da NOS tem sido sustentado por um forte nível de investimento, quer no desenvolvimento dos ativos tecnológicos, com a expansão e desenvolvimento da rede de telecomunicações e dos sistemas de apoio ao negócio, quer no investimento comercial orientado para a angariação de clientes. No final de 2016 já tínhamos atingido os objetivos de expansão de cobertura geográfica originalmente previstos, com perto de 3,8 milhões de casas passadas pela nossa rede HFC/FttH. Em simultâneo, o plano de integração da NOS aproximava-se da sua conclusão, com importantes desenvolvimentos alcançados ao longo do ano nas áreas de sistemas e plataformas logísticas.

Os nossos resultados financeiros são o reflexo do sucesso operacional e comercial. As Receitas Consolidadas cresceram 4,9%, bem acima dos nossos concorrentes diretos e do mercado como um todo. A rentabilidade operacional, EBITDA, também registou um aumento apreciável em 2016 de 4,4%, acompanhando a evolução das receitas, apesar do impacto negativo, a partir do segundo semestre, da inflação nos custos de conteúdos desportivos. O resultado líquido cresceu 9,3%, pese embora o contributo negativo das empresas associadas.

Apesar de um contexto competitivo desafiante, os excelentes resultados que temos vindo a alcançar, em particular no que diz respeito ao crescimento da base de clientes, permitem-nos encarar o futuro com justificado otimismo. Temos hoje uma organização melhor preparada para endereçar os desafios do futuro e estou certo que temos a melhor equipa e os ativos para sermos bem-sucedidos na nossa ambição de sermos a melhor empresa de entretenimento e de telecomunicações do mercado, continuando a aumentar o valor gerado para os nossos clientes, colaboradores, acionistas e restantes stakeholders.

Miguel Almeida