Tecnologia 5G traz nova dimensão económica ao futebol

Pedro Proença acredita que o 5G traz uma nova realidade para o futebol. “O acesso à informação em tempo real faz toda a diferença”, diz o presidente da Liga.

10 de maio 2021

A inovação tecnológica é algo a que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional está atenta há muito tempo. “Desde 2015, quando iniciámos esta árdua tarefa de revitalizar a Liga, o nosso trabalho começou por um grande investimento em toda a área digital”, explica Pedro Proença, presidente da instituição. É esse compromisso vindo de trás, com a NOS como parceiro tecnológico, que o deixa ainda mais entusiasmado com o 5G. Acredita que vamos “consumir o futebol de forma absolutamente distinta e diferente”.

Pedro Proença destaca “o aparecimento destes novos estádios inteligentes”, que vão melhorar “a forma como vamos a um espetáculo desportivo”, principalmente através da “apetência que nós temos de utilizar os smartphones, toda esta tecnologia, que acaba por ser complementar àquilo a que vamos assistindo ao vivo”. O presidente da Liga entende que “a possibilidade de termos o acesso à informação em tempo real faz toda a diferença para ter interesse ou não por esta atividade, que é o futebol”.

As vantagens do 5G na velocidade das comunicações móveis, e mais informação e imagens em tempo real, mesmo num estádio cheio, não se resumem aos adeptos a vibrar nos jogos. Pedro Proença antecipa benefícios “em todos os stakeholders que se envolvem dentro do espetáculo”. A videoarbitragem “terá um papel absolutamente preponderante, pela fluidez de comunicação”, lembra o antigo árbitro, e os treinadores e as equipas técnicas dos clubes só têm a ganhar com “o acesso à informação em tempo real, dentro do próprio jogo”.

Estando a indústria do futebol ainda a braços com os efeitos e restrições da pandemia de Covid-19, o 5G ajuda à "reestruturação e reorganização económica”. Pedro Proença vê nas inovações tecnológicas da quinta geração móvel “um conjunto de potencialidades que pode aportar aos clubes uma nova dimensão económica que até hoje não tinham”. Assinala que a “aposta que os operadores fizeram, nomeadamente a NOS, para que o futebol pudesse ser consumido de forma diferente, vai ser uma marca de água completamente distinta do futebol num passado recente”.

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