Introdução
O "Apagão Ibérico" de 28 de abril de 2025, expôs de forma brutal o que muitas empresas já suspeitavam: a continuidade do negócio não é um dado adquirido. Num cenário onde dependemos cada vez mais da digitalização, qualquer falha de energia ou de rede pode bloquear por completo uma operação. É o que indicam estes artigos publicados pelo Stockholm Environment Institute (SEI) e pela plataforma PreventionWeb, que alertam para a vulnerabilidade crescente das infraestruturas críticas na Europa. O risco de novos apagões é real e crescente e o momento certo para agir é antes da próxima disrupção, não depois.
Neste artigo identificamos cinco lições essenciais que gestores de TI e de operações deverão ter retirado desse episódio, e apresenta soluções concretas para tornar o seu negócio mais resiliente, hoje.
Lições do apagão
1. Uma hora pode custar milhões
O impacto real da inatividade
O apagão provocou paragens abruptas em setores como logística, retalho e saúde. Empresas ficaram impedidas de aceder aos seus sistemas, comunicar com clientes ou dar instruções a equipas no terreno. Resultado? Perdas de receita, ruturas operacionais e danos reputacionais graves.
Destaque
Disrupções como ciberataques, falhas de energia ou fenómenos extremos são cada vez mais frequentes. É por isso que a resiliência deixou de ser um plano B e passou a ser uma prioridade de negócio. Não se trata de "se" vai acontecer, mas "quando", e uma hora de paragem pode custar caro.
2. Redundância não é luxo
O valor de uma rede alternativa
Empresas que tinham soluções de conectividade redundante - como fibra escura, ligações LTE/5G ou satélite - conseguiram manter a atividade, mesmo com falhas na rede principal. Esta capacidade de "failover" imediato fez toda a diferença entre parar e continuar.
Destaque
Redundância é mais do que duplicar ligações: é garantir que entram em ação automaticamente, sem depender de intervenção manual.
Conectividade inteligente
3. Quando a infraestrutura falha, a solução tem de ser local
Arquiteturas que resistem
Tecnologias como Femtocell e Network-in-a-Box permitem criar "bolhas" de conectividade local, mantendo operacionais as equipas em armazéns, hospitais ou centros logísticos, mesmo em situações extremas como incêndios ou desastres naturais
Destaque
Arquiteturas Femtocell permitem comunicação local segura até 64 dispositivos indoor, mesmo sem rede de operador
4. Energia: o elo mais frágil
Não há conectividade sem eletricidade
O investimento em resiliência energética é essencial para manter qualquer solução digital a funcionar e as empresas que apostaram em soluções de backup energético - desde Smart Grids a sistemas híbridos com baterias - foram capazes de manter equipamentos e redes operacionais.
Destaque
Cada tecnologia responde a riscos diferentes. A NOS avalia as necessidades e propõe uma arquitetura adaptada ao seu negócio
Preparar o futuro hoje
5. A resiliência é uma decisão estratégica
Não se trata de "se", mas de "quando"
A ideia de que a continuidade é garantida, caiu por terra. Cabe à liderança decidir como preparar a sua organização para a próxima falha e isso implica avaliar o grau de dependência de sistemas digitais e investir em soluções adaptadas à criticidade de cada local.
Exemplos de aplicação
Logística (Arquitetura Femtocell + Satélite)
Durante um incêndio florestal, uma empresa de logística consegue manter a comunicação em tempo real com os motoristas. Com recurso a uma arquitetura Femtocell combinada com ligação satélite, garante entregas críticas mesmo sem cobertura de rede convencional.
Energia (Backup Energético + Monitorização Remota)
Uma fábrica enfrenta uma falha de energia prolongada, mas não deixa que isso afetasse a sua operação crítica. Através de sistemas híbridos com baterias e gestão inteligente de consumo, mantém servidores e comunicações ativas, evitando penalizações de SLA e ruturas de produção.
Telecomunicações (Terminais Satélite)
Numa região remota afetada por um apagão, uma operadora assegura a continuidade dos serviços essenciais com terminais satélite. Evita a perda de clientes empresariais, mantendo linhas de comunicação abertas e suporte técnico disponível.
Indústria financeira (Fibra Escura + Backup Energético)
Um centro de dados bancário ativa com sucesso a sua infraestrutura dedicada de fibra escura e sistemas de energia redundante. Mantém serviços online, protegendo dados e cumprindo rigorosamente os SLA com zero impacto na experiência do cliente.
Conclusão
Manter a empresa ativa quando tudo falha é o verdadeiro teste. Afinal, a resiliência não é um luxo: é um imperativo estratégico. Consulte o guia completo para compreender como construir um plano realista de resiliência operacional, adaptado ao perfil da sua empresa. Porque mais do que tecnologia, o que garante resultados é o entendimento completo da sua operação e das alternativas disponíveis. Empresas preparadas enfrentam disrupções com continuidade. As outras, param. O momento de agir é agora.