Can the Can


Vítor Vicente é o responsável pelo Can the Can, um restaurante que "vende portugalidade" através da promoção das tradicionais conservas. E muito mais.



Qual é o negócio?
O nosso negócio é vender portugalidade. Somos um restaurante mas também embaixadores de Portugal e dos nosso costumes e tradições. Apostámos na ideia de confecionar com utilização de conservas porque é um produto tipicamente português e queremos promover o que é nosso, embora com uma abordagem diferenciadora relativamente à forma do seu consumo.
O nosso espaço respira portugalidade, quer através das conservas, quer pelos restantes produtos que promovemos. Todos os produtos que consumimos são portugueses e tentamos ao máximo optar sempre pelo que é nacional, seja nos frescos, queijos, yogurtes (bom aqui há uma excepção porque o chef é grego) entre outros produtos.

De onde nasceu?
O chef é grego mas a ideia não vem da Grécia. Apesar de Grego o chef é quase mais português, pois vive em Portugal há muitos anos. Akis Konstantinidis, ainda se lembra das conservas Luças, que ainda hoje têm uma enorme expressão no mercado na Grécia.

Missão?
Ter um negócio sustentável, promover Portugal, os produtos nacionais e as conservas. Queremos promover também os vinhos nacionais, nomeadamente pequenos produtores, como o João Barbosa que produz e comercializa a marca Ninfa. Marca com um excelente vinho branco e tinto, mas também com um espumante 100% Pinot Noir, produzido em Portugal e com uma produção limitada.
E por fim, queremos promover o Fado. No CAN the CAN o Fado tem um palco, um Laboratório de Fado. Desempoeirado e moderno, sem tiques marialvas, onde o castiço se mistura com o moderno e que mostra, tanto aos visitantes estrangeiros como aos ouvintes portugueses, uma cultura contemporânea e viva.
É preciso olhar para o Lab como uma tentativa de sair da confort zone onde o fado acabou posicionado. Um laboratório sónico, um pouco à imagem de como o que o jazz soube criar para evoluir.
O projecto do Fado Lab é das responsabilidade do Rui Pregal da Cunha, ex vocalista dos Heróis do Mar.

Financiamento?
Nosso. Quase sem bancos. Com a ajuda de alguns fornecedores. O financiamento bancário é de evitar ao máximo.

Promoção?
A dos clientes, em primeiro lugar. É muito bom percebermos que somos recomendados. A internet, definitivamente. A internet é quase tudo hoje em dia. Principalmente para o público estrangeiro.

Onde esperam chegar?
Queremos em conjunto com a indústria conserveira ajudar na inovação e na promoção da qualidade dos seus produtos. Associámo-nos à Associação Nacional das Indústrias de Conservas e aos industriais e queremos promover a indústria e a história da mesma. Temos vários projectos nesse sentido, que pretendemos que venham a ver a luz do dia brevemente. No nosso web site é já possível o principio da história de algumas marcas, umas que ainda existem, outras desaparecidas. Este é um trabalho sem fim, que apenas estamos a iniciar com a colaboração de alguns museus e de pessoas individuais.

Como lidaram com a incerteza inicial?
Não houve incerteza inicial. Não deu tempo. Abrimos em Junho e "foi sempre a abrir". Abrir e ter casa cheia, com tudo por afinar, com rotinas por criar e estabilizar a equipa, não deu tempo para incertezas.
A nossa maior incerteza é a situação económica portuguesa e o inesperado, imprevisível e brutal aumento do IVA. E a celeridade com que a Associação de Turismo de Lisboa e a câmara municipal conseguirem concretizar outros projectos no Terreiro do Paço, que vão atrair mais público a este local. Tem sido feito um esforço enorme e louvável por parte destes organismos, que têm projectos interessantes e uma enorme vontade de os concretizar, mas que tal como nós também têm as suas dificuldades e constrangimentos.

Vosso maior trunfo? Ingrediente secreto?
A nossa abordagem ao produto em conserva. Nós achamos que as receitas das conservas nunca foram exploradas como nós estamos a fazer. Sempre nos limitámos a abrir latas e fazer salada Russa com atum, ou pasta de atum para fazer sandwiches e literalmente pouco mais. Claro que existem imensas receitas, mas não as podemos considerar sofisticadas, não pela complexidade, apenas pela simplicidade.
Existem produtos de conservas que a maioria das pessoas desconhece. A muxama de atum, ou as ovas de sardinha, são produtos que nem toda a gente conhece. Se falarmos em sardinha e atum não há quem não tenha comido em Portugal e agora mais recentemente a cavala, mas muxama ou ventresca metade não conhece.
E o melhor? Apreciar estas iguarias da melhor forma possível.



O que sugerem a quem começa?
Nós não temos pretensões de saber dar conselhos a quem começa. E corremos o risco de cair em banalidades. O mais que podemos recomendar é que sejam organizados, objectivos, tenham qualidade e tentem não ser demasiado emotivos, porque o sucesso de um projecto reside também fundamentalmente na parte económica. E trabalhem, muito.

Mais informações em canthecanlisboa.com

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