A Outra Face da Lua


João Galiza é um dos sócios, juntamente com Carla Belchior e Nuno Lopes, da loja de roupa vintage e em segunda mão “A Outra Face da Lua”. Apesar das dificuldades no arranque e que ainda hoje se apresentam no seu caminho, este é o exemplo de um negócio que cresceu a partir da resiliência e paixão dos seus criadores.


 
O que é/qual é o negócio?
Sucintamente, A Outra Face da Lua comercializa roupa usada (vintage e em segunda mão) em lojas de rua. Estes dos dois tipos de roupa usada diferenciam-se pela idade das peças: roupa com mais de 20 anos é considerada como peça vintage e roupa com menos de 20 anos é considerada como segunda mão. Apesar da existência desta "regra", a fronteira entre os dois tipos de roupa não é rígida e muitas vezes a qualidade da peça pode "empurrá-la" para um patamar de preço não coincidente com a classificação. No caso da nossa loja da Rua da Assunção juntámos também um café dentro do mesmo espaço, o que lhe dá uma dinâmica diferente das nossas outras lojas.
 
De onde nasceu?
O gosto pelo vintage e pela segunda mão nasceu muito antes da abertura destas lojas. E desenvolveu-se, como com tantos lisboetas e portugueses, na Feira da Ladra. No entanto, o início deste projeto tal como está e com os sócios atuais (João Galiza, Carla Belchior e Nuno Lopes) deu-se com a abertura da loja no número 22 da Rua da Assunção a 22 de Outubro de 2005. E que juntou 3 aspetos, para nós, essenciais: obviamente a roupa vintage, a junção do café com serviço de refeições rápidas, e a localização em plena na Baixa de Lisboa. ​


Missão
A nossa missão continua a ser a mesma desde o início deste projeto, isto é, desmistificar o uso da roupa usada e explicar que se trata de uma opção ecológica e barata, quando relacionada e comparada em termos de qualidade com a roupa nova. ​No entanto, ainda hoje o negócio da roupa usada é muito marginal na totalidade do negócio da venda de vestuário em Portugal e apesar de muito ter mudado nestes últimos 3 ou 4 anos, a maioria das pessoas ainda não vê a roupa em segunda mão como uma opção para usar diariamente. Mudar isso é a nossa Missão.​
 
Financiamento
Este projeto foi possível com financiamento bancário na sua maioria. Tivemos também algum apoio financeiro de três marcas que foram importantes para colocar este projeto de pé: a Lipton, a Unicer e a Clarim.
 
Promoção
Apesar de fazermos alguma publicidade, muito pontual e muito dirigida, a nossa promoção tem sido feita através da criação de eventos que se transformam em notícias. No último ano temos feito também uma aposta no Facebook como canal de divulgação, e que tem corrido bastante bem.
 
Onde esperam chegar?
Gostaríamos de chegar a todas as cidades portuguesas. Era sinal que a nossa Missão era cumprida.
 

 
Como lidaram com a incerteza inicial?
Este projeto continua a ser um projeto familiar e alternativo e foi exatamente na forte união entre os três sócios e no mútuo apoio que residiu a capacidade de ultrapassar a incerteza inicial. E surgiram diversos desafios bem difíceis, que seriam muito difíceis de ultrapassar se não tivéssemos o apoio uns dos outros. Por outro lado, o acreditar que tínhamos um projeto viável e de que gostávamos foi também muito importante.
 
Vosso maior trunfo? Ingrediente secreto?
A forte união entre os sócios e o facto de cada um ter boas competências em áreas distintas deu-nos muita força. E ainda dá.
 
O que sugerem a quem começa?
Cremos que é muito importante acreditar e gostar do projeto que se idealiza. Sem isso torna-se difícil ultrapassar os obstáculos que garantidamente vão surgir.
 
Por outro lado, e acima de tudo, estar preparado para muito, muito trabalho.
 
 
Mais informações em aoutrafacedalua.com.

 

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