Os erros de português mais frequentes


Um dos elementos fundamentais ao sucesso de qualquer empresa é o cuidado com os detalhes, incluindo o português (ou a língua em que se comunica). Ainda que alguns erros sejam perdoáveis, afinal, as gralhas e os lapsos são quase impossíveis de evitar sempre, é necessário ter um cuidado especial na hora de enviar relatórios ou e-mails, de escrever um post para o seu website, ou de criar conteúdo para as redes sociais. A falta de atenção constante poderá, entre outras coisas, transmitir ao cliente e aos parceiros a ideia de pouco profissionalismo, algo nada desejável. Por isso, trazemos-lhe os erros mais frequentes.


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Há / À / Á

Uma das grandes guerras da língua portuguesa faz-se com poucas letras – infelizmente, muita gente não sabe distinguir quando usar “há” ou “à” numa frase, mas nós queremos ajudar.

  • À: Contração da preposição “a”, usa-se para referir um lugar, objeto indireto ou complemento nominal, por exemplo, “vou à segurança social” ou “disse à secretária”.
  • Há: Conjugação do verbo “haver”, usa-se para referência temporal ou de posse, por exemplo, “a reunião começou há 10 minutos” ou “no café há pastéis de carne e de bacalhau”.
  • Á: não existe.


 Com Certeza / Concerteza

Uma está certa, outra está errada. A forma correta é “com certeza”. É uma locução adverbial composta pela preposição com e pelo nome certeza. “Concerteza” simplesmente não existe.


Onde / Aonde

  • “Onde” deve usar-se para indicação de permanência, por exemplo, “onde é o seu escritório?”.
  • “Aonde” deve usar-se para indicação de movimento ou destino; exemplo: “aonde vais depois da reunião?”


ç / ss / s / c

É uma dificuldade antiga, a de emparelhar corretamente ç / ss / s / c no meio das frases que utilizamos no dia-a-dia, isto porque os sons são por vezes semelhantes, levando à confusão que só pode ser vencida pela memorização do léxico e pela interiorização das regras, decorrentes da experiência de leitura e de escrita. No entanto, há algumas noções que podem e devem ser recordadas, segundo o FLIP:

  • s: O (s) representa o som [s] apenas em início de palavra (ex.: seguro, só), a seguir a vogal nasal (ex.: pensão), ou a seguir a consoante (ex.: bolso, psicologia, urso); há algumas exceções, como obséquio ou trânsito, em que o s se lê [z]. Entre vogais, o s nunca tem valor de [s], mas sempre de [z] (ex.: casa).
  • ss: O (ss) representa o som [s] apenas em contextos intervocálicos (ex.: assar, isso, promessa), e nunca em início de palavra ou depois de consoante.
  • c: O  (c) representa o som [s] apenas antes das vogais e (ex.: aceder, alce, comecei, torcer) ou i (ex.: ácido, cálcio, macio, narciso).
  • ç: O sinal gráfico (ç) representa o som [s] antes das vogais a (ex.: alça, cabeça, junção), o (ex.: calço, moço, monções) ou u (ex.: açúcar, calçudo). Este sinal nunca surge em início de palavra, nem se usa antes das vogais e (ex.: cabecear) ou i (ex.: mocinho), pois nesses casos o cê sem cedilha (c) já tem o valor de [s].


Colocação de Hífenes

É um dos grande flagelos da língua portuguesa: de facto, há muita gente a não saber conjugar verbos e, por isso, a colocar hífenes onde eles simplesmente não existem. “Colocaste” ou “colocas-te”, por exemplo, são coisas completamente diferentes: a primeira é uma conjugação do verbo “colocar” no Pretérito Perfeito (onde a 1ª pessoa se representa como “Eu Coloquei”), a segunda é uma conjugação do Presente do indicativo do verbo “colocar-se” (onde a 1ª pessoa se representa como “Eu Coloquei-me”).


Eminente / Iminente

O adjetivo eminente refere-se a algo que está elevado em relação a qualquer coisa (ex: torre eminente). Por outro lado, o adjetivo iminente refere-se a algo que está prestes a acontecer (ex: aquisição iminente”).


Retificar / Ratificar

Ao contrário do que possa pensar, “retificar” e “ratificar” são mesmo palavras diferentes – ainda que não propriamente contrárias. Ora “retificar” significa corrigir, enquanto que “ratificar” significa confirmar ou validar.


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Anexo / Em anexo

Já alguma vez enviou um e-mail onde diz que um documento segue “em anexo”? É provável que sim. Enquanto não está, na verdade, a cometer um erro, a expressão mais correta a utilizar é “o documento segue anexo”, dado que a forma “em anexo” é considerada um estrangeirismo.


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