Bolo da Marta


A cozinha sempre foi um espaço de conforto para Marta Gonçalves, que começou a vender bolos em janeiro de 2012 por insistência das amigas. Todavia, a brincadeira revelou os contornos sérios da oportunidade de negócio, e Marta não a deixou fugir.

O produto-estrela, que valeu a Marta uma ocupação a tempo inteiro, é o bolo com base de suspiro. Enquanto esta é constante (podendo ser simples ou de chocolate), o que varia são as coberturas que só terminam onde acaba a imaginação.

Sem mãos a medir, Marta Gonçalves abriu, entretanto, uma loja na Lx Factory, e o grande desejo é continuar a propagar a marca por todo o país.



O que é/qual é o negócio?
O slogan da marca é "it's all about suspiros!". Mantive o nome em português por ter dois sentidos: o bolo que é um suspiro e a sensação que causa em quem o come. Só comercializamos este bolo, no entanto a sua característica é poder ter uma infindável lista de coberturas (doce de ovos, natas e fruta, nutella, brigadeiro, etc) e vários formatos, o que suscita o interesse por parte do cliente que quer provar todas as variedades.

De onde nasceu?
"O Bolo da Marta" surgiu em janeiro de 2012 com uma página no Facebook e sem qualquer pretensão de se tornar um negócio sério, no entanto as encomendas começaram a "chover" e em Maio desse mesmo ano abri uma loja no LX Factory, dentro da Livraria Ler Devagar.

Missão?
A ideia é que quem seja apaixonado por suspiros possa provar uma série de combinações e não fique enjoado. Apesar de a base do bolo ser sempre igual, apenas varia entre ser simples ou de chocolate, a combinação com as várias coberturas torna cada bolo bastante diferente. Para além disso temos vários formatos de bolo e formas de o comer (por exemplo, fatia de bolo ou taça de bolo esmigalhado com fruta e iogurte). Esta é a nossa mais-valia. Temos clientes que nos seguem desde o início e não se cansam de encomendar o nosso bolo porque é sempre diferente, mantendo a mesma base.

Financiamento?
Capital pessoal.

Promoção?
Sem dúvida que o Facebook foi o nosso maior aliado. Aliás, a marca surgiu por estar nesta rede social. No início a ideia não era ter uma loja nem nada do género, era apenas vender uns bolos a amigos, mas com o Facebook a marca tornou-se bastante conhecida e começou a surgir o interesse por parte da imprensa. O "passa-palavra" também tem sido um fator fundamental para o nosso crescimento, até porque as pessoas acham graça ao nome e querem saber mais sobre quem é a Marta e o bolo.

Onde esperam chegar?
Neste momento queremos chegar a todos os pontos estratégicos em Portugal. Em Lisboa já somos bastante conhecidos e agora queremos chegar a outras cidades. Vendemos, também, no Algarve e queremos encontrar um parceiro na zona do Grande Porto.



Como lidaram com a incerteza inicial?
Não houve tempo para incertezas. Como o negócio não surgiu de uma ideia, mas de uma experiência com provas dadas, foi uma questão de necessidade e não de certeza. De Janeiro a Maio de 2012 aconteceu muita coisa e como as encomendas não paravam de chegar tive de optar por desistir e deixar de aceitar tantas encomendas ou montar um negócio à séria e aceitar cada vez mais encomendas. Optei por montar um negócio, uma loja, sair da cozinha de casa e começar a crescer.

Vosso maior trunfo? Ingrediente secreto?
O bolo de suspiro. Não temos muita variedade como uma pastelaria normal, mas somos especialistas neste bolo.

O que sugerem a quem começa?
Acreditem nas vossas ideias, mas não pensem que todas as ideias funcionam e que basta fazer uma página de Facebook para divulgar um negócio. Depois do meu caso vi muitas páginas de Facebook com negócios surgirem e nem todas tiveram sucesso porque não é só isso que basta. É preciso que haja espaço no mercado e que o mercado goste da ideia. Muitas vezes a ideia é boa, mas não se adapta a esse mercado. Tenho visto muitos negócios a não vingarem no nosso país por esta razão. No meu caso vi que tinha uma boa carteira de clientes antes de montar uma loja e investir capital. Principalmente agora com esta crise é importante que façam uma boa análise do mercado para perceberem se a vossa ideia tem pernas para andar.

Qual o melhor conselho profissional que já recebeu?
Saber gerir o dinheiro e ir comprando o que preciso de forma faseada. Em vez de fazer um grande investimento inicial fui comprando novas máquinas, por exemplo, à medida que ia tendo mais dinheiro. Para além de controlar as contas, é muito mais estimulante porque sei que posso investir noutra coisa quando o volume de vendas aumenta. O truque é não nos endividarmos porque a carga fiscal já é muito elevada para quem tem uma empresa, principalmente na área da restauração, e torna-se incomportável se não controlarmos os gastos. Quanto menos empréstimos tivermos de pedir, melhor. Mais vale começar com uma loja mais pequena e ver se tem sucesso e depois abrir uma maior, do que abrir logo uma loja gigante para ter maior visibilidade e depois ter de a fechar porque não conseguimos suportar os custos com renda, pessoal, fornecedores, empréstimos, etc.

Mais informações na página de Facebook oficial d’O Bolo da Marta.

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