Retmarker


O Retmarker é um software desenvolvido a pensar naqueles que sofrem com diabetes, especialmente os que podem desenvolver problemas oftalmológicos se não monitorizados, funcionando com o auxílio da Inteligência Artificial.



O que é/qual é o negócio?
Há 400 Milhões de Diabéticos no Mundo que podem ficar cegos se não forem monitorizados anualmente. Não há recursos humanos e financeiros suficientes para prestar esse serviço de forma global e a Diabetes continua a crescer desmesuradamente.

Acreditamos que tecnologia de Inteligência Artificial (técnicas como as de Machine Learning e Deep Learning que estão tão em voga nos dias de hoje) pode ser utilizada para este fim de forma eficaz e temos vindo a demonstrá-lo, poupando recursos a quem presta estes serviços.

O Retmarker é uma software automático que faz uma avaliação da presença de lesões típicas de doenças da retina como a Retinopatia Diabética, facilitando o processo de acompanhamento dos diabéticos.

De onde nasceu?
Nasceu da vontade de pessoas na Critical Software de olhar de forma proativa para a área da Saúde onde acreditávamos haver oportunidades para introdução de tecnologia inovadora e disruptiva. Esta abordagem, em linha aliás com a visão da Critical Software de que há tecnologias e conhecimento desenvolvidos em mercados ditos mais maduros (ou com maior capacidade de investimento, como por exemplo o da defesa e espacial), que podem ser adaptadas e transpostas para outros domínios.

A essa vontade aliou-se a proximidade a diversos parceiros de prestígio na área clínica onde se destacava claramente o AIBILI, o Instituto de Investigação em Oftalmologia fundado pelo Professor José Cunha-Vaz há mais de 25 anos em Coimbra. Fruto desta proximidade foi feito um levantamento exaustivo de necessidades e oportunidades tecnológicas conjuntas. Começámos por pegar num algoritmo inovador desenvolvido no AIBILI que permitia fazer o chamado co-registo (a sobreposição automática) de fotografias da retina, permitindo dessa forma avaliar a progressão de lesões das doenças da retina, um factor crítico para a sua monitorização e prevenção. Esse é um dos factores diferenciadores e chave da tecnologia Retmarker.

Por muito boa que seja a capacidade de engenharia, não se consegue desenvolver nada na área da saúde sem acesso a conhecimento clínico e a dados e esta colaboração ajudou-nos a mitigar esse risco.

Missão?
Contribuir para a prevenção da cegueira derivada de doenças da retina que são algumas das principais causas de cegueira no Mundo. Falamos de doenças como a Retinopatia Diabética, a Degenerescência Macular relacionada com a Idade ou o Glaucoma.

Financiamento?
Auto-financiamento dos fundadores (Grupo Critical e empresas do Grupo Português Sequóia) e naturalmente a utilização de apoios comunitários (ex: projectos QREN) que apoiaram o desenvolvimento de tecnologias inovadoras que hoje estão a ajudar diabéticos de todo o Mundo.



Promoção?
Através da credibilidade cientifica mediante a publicação de resultados e de investigação nas melhores publicações e congressos mundiais. Também através de parcerias com alguns dos intervenientes mais dinâmicos (e potenciais early adopters) espalhados pelo Mundo e que são tipicamente referências nas suas áreas.

Onde esperam chegar?
Queremos ser os lideres mundiais de soluções de software para rasteio automático de doenças da retina.

Como lidaram com a incerteza inicial?
No empreendedorismo ninguém tem certezas. Não há receitas mágicas mesmo que tenham funcionado noutros contextos. A melhor forma de lidar com a incerteza é enfrentando-a naturalmente, sabendo que faz parte do processo natural de empreender. Com muita coragem e resiliência e acreditar em nós próprios.

Depois definindo estratégias para redução dessa incerteza e validando frequentemente as nossas hipóteses enquanto vamos permanentemente afinando as nossas soluções para se adequarem às reais necessidades dos clientes num processo de melhoria contínuo. É preciso acreditar e colocar tais ideias em prática.

Vosso maior trunfo? Ingrediente secreto?
Não há ingredientes secretos…. Há pessoas, há vontades, há paixão, há garra e tenacidade… Há querer mais do que tudo e do que todos. Há acreditar em nós, há fé e há coragem… Há uma saudável loucura! Como diz a campanha “Think Different” da Apple do Steve Jobs: “as pessoas que são doidas o suficiente para acreditar que podem mudar o Mundo, são os que o alcançam!”.

As pessoas são a base, são os pilares. Sem pessoas não há equipa. Sem equipa não há vitórias. É óbvio e tão verdadeiro!

Características como a flexibilidade (a capacidade de adaptação aos desafios que nos surgem) e a resiliência são essenciais aos empreendedores. Esta última, que denota a nossa capacidade de nos levantarmos de cada vez que caímos, é das características mais essenciais.
Na Retmarker já tivemos de nos reinventar no processo para ir de encontro ao que os nossos clientes nos transmitem ser útil. Esse ir à luta e adaptarmo-nos é essencial para a sobrevivência de uma startup. Tentamos cultivar estas características nas nossas equipas.

O que sugerem a quem começa?
Em primeiro lugar “aproveitem" porque a adrenalina de pegar num novo projecto que acreditamos que pode mudar o Mundo é das sensações mais espetaculares que pode existir.

Não é para todos porque a vida de um empreendedor é feita de uma incerteza constante, de mudanças entre extremos de euforia e de desilusão no mesmo dia… Mas gostando dessa variação, é das oportunidades mais extraordinárias que podemos ter.

Esta paixão pelo que fazemos é essencial porque vamos basicamente ter de convencer o Mundo de que o que temos para oferecer é necessário, útil e a solução que os nossos clientes precisam.

Costumo dizer que se não tivermos paixão no que estamos a fazer não vamos conseguir convencer ninguém do que estamos a querer fazer.

Esta paixão tem de ser transportada não só para os famosos elevator pitches mas também quando contamos uma história (ou a nossa história) aos vários tipos de interlocutores que vamos encontrar. Este storytelling é por isso uma das características que recomendo que tentem desenvolver porque quem nos houve percebe estes pequenos detalhes se estiver atento. Costumo dizer aos meus colegas “explica-me isto como se eu tivesse 6 anos”.

Depois recomendo que falem com pessoas que vos possam ajudar e tentem expor as vossas ideias a quem vos ouvir - vão acabar por as melhorar. Façam as perguntas complicadas que por vezes têm medo de perguntar. Vão ver que se surpreendem. Mas claro, sejam inteligentes a gerir o tempo das outras pessoas. Respeitem e agradeçam essas oportunidades. E devolvam essas ajudas sempre que puderem a outros.

Qual o melhor conselho profissional que já recebeu?
Foram muitos felizmente... Para receber esses conselhos também é preciso que os empreendedores estejam dispostos a ouvir e aprender. Costumo dizer que valorizo todas as opiniões, mesmo quando contrárias às minhas, mas depois analiso e decido por mim.

Um dos melhores conselhos que recebi relacionados com o empreendedorismo foi o de “falar / partilhar uma ideia”… A mentalidade mais tradicional Europeia defendeu durante algum tempo o segredo que, em casos muitos específicos pode ser a alma do negócio, mas muitas outras vezes são apenas oportunidades perdidas de afinar ideias e modelos de negócio que acabam por ficar na gaveta. Já tive diversos exemplos da mais valia de discutir um projecto abertamente com um colega cuja opinião eu valorize.

Recebi outros como o facto de que o “improviso treina-se” pensando no contexto de uma apresentação. Ou coisas tão óbvias, mas tão válidas, como o facto de “apenas dispormos de uma oportunidade para causar uma excelente 1ª impressão”. Senso comum… talvez... mas tão importantes que são estas ideias para aqueles pequenos detalhe que fazem um projecto ganhador.

Mais informações em Retmarker.

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