Empreendedorismo

Plano de Gestão de Stocks


A gestão de stock e armazém é uma questão frequentemente negligenciada pelas empresas, o que representa um erro tremendo, já que pode representar a diferença entre o dinamismo e sucesso e as dificuldades financeiras e a necessidade de cessar atividade.

 

Mesmo as pequenas empresas – por exemplo, uma mercearia ou uma pequena loja – têm de se investir numa boa gestão de stocks, procurando um equilíbrio entre os custos de gestão e o risco de rutura.

 

A seguir observam-se alguns passos fundamentais de um bom plano de gestão de stocks.

 


1º Passo: Plano de Operações
Todas as empresas que compram matérias-primas devem ter um plano de operações onde é detalhada cada operação efetuada na empresa. Deve incluir: descrição de cada tarefa, indivíduos envolvidos, tempo de execução, materiais utilizados e equipamento necessário. Adicionalmente devem ser adicionados itens de controlo e avaliação de desempenho – por exemplo a quantificação de resultados e a explanação de como é feito o controlo.

 

2º Passo: Plano de Necessidades de Materiais
Depois do plano de operações é necessário alinhar todos os recursos materiais (matérias-primas e outros componentes) necessários à execução das várias tarefas. Além de levar em conta o plano anterior, o plano de necessidades materiais considera ainda a estrutura do produto (incluindo a consideração de produtos alternativos ou de substituição) e a política de existências da empresa (definida pelo nível de stocks da empresa e que dependerá dos prazos de entrega acordados com clientes, propensão ao risco e relação com fornecedores).

 

3º Passo – Escolher Fornecedores
Escolher um fornecedor de forma precipitada poder ser um erro caro, no futuro. Deste modo, é importante que se reserve a analisar várias opções, considerando aspetos como o seu peso no mercado, qualidade das matérias-primas, preços, condições de pagamento, prazos de entrega e integração ou não em grupos económicos. É muito importante que estabeleça uma relação de parceira com o fornecedor, para que a relação não se baseie apenas no princípio de compra-venda e para que ambos possam zelar pelo mútuo sucesso. Por outro lado é também essencial não fechar totalmente a porta a outros fornecedores, de forma a não ficar dependente de apenas um (uma das piores coisas a que se pode sujeitar).

 

4º Passo – Qualidade dos materiais
No contexto da crise a tentação de comprar o material mais barato do mercado pode ser fatal para o desenvolvimento da empresa. Lembre-se que a qualidade deve falar mais alto, e enquanto não deve ceder a preços exorbitantes, também não deve optar pela oferta mais barata só porque acarreta menos custos. Se necessário, é preferível retardar um pouco o arranque de modo a reunir todos os materiais que precisa com a maior qualidade possível dentro do orçamento de que dispõe.

 

5º Passo – Avaliar política de existências
Para que nem tenha um volume de stocks baixo e seja incapaz de fornecer revendedores e clientes, nem tenha stock em excesso e capital imobilizado, a empresa deve definir claramente a sai política de existências. Para isto deverá levar em conta três fatores: a duração do ciclo de produto (tempo que se demora a disponibilizar o produto), previsões de vendas e prazos de entrega.

 

6º Passo – Cálculo do Stock de Segurança
Este representa o stock adicional que permite minimizar os impactos de um (possível) aumento inesperado da procura e que tem como principal objetivo fugir à rutura de stocks. As principais variáveis a ter em conta são a procura e o tempo de aprovisionamento (também designado por prazo de entrega).

 

 

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